São Paulo é o único lugar que eu conheço onde os habitantes chamam luzes de trânsito de farol, mas no chão se vê “Sinal”…

Segundo Armando Terribili, ítalo-paulistano dono de um bom-humor irrepreensível, “sinal” é pros cariocas perdidos em Sampa
São Paulo é o único lugar que eu conheço onde os habitantes chamam luzes de trânsito de farol, mas no chão se vê “Sinal”…

Segundo Armando Terribili, ítalo-paulistano dono de um bom-humor irrepreensível, “sinal” é pros cariocas perdidos em Sampa
Quando eu ainda morava no Rio e esporadicamente vinha a Sampa, me chamava atenção o fato de que os paulistanos tinham hábitos mais civilizados que os cariocas no trânsito. Pelo menos aparentemente…
Um tempo depois morando aqui, percebi que eu estava enganado. Paulistano dirige tão mal quanto o carioca. Não respeita sinal fechado, entra na contramão, anda pelo acostamento, joga coisas pela janela. Igualzim…

Esse aí não respeita a faixa de pedestres e só não furou o sinal porque ficou verde bem na hora. Estava só esperando oportunidade.
Paulistano só e melhor que o carioca quando pensa duas vezes antes de trancar um cruzamento (sabe, quando você para antes do cruzamento e desimpede os carros que estão na transversal?).
Mas o carioca não deixa o carro atravessado no meio da rua para abrir o portão da garagem, como fez o bonitão da foto abaixo:

Paulistano abre o portão da garagem e deixa o carro assim.
E não pensem que é no subúrbio, zona leste, essas coisas… As fotos que vocês estão vendo foram feitas em bairros “acima da média” da cidade: Vila Mariana, Campo Belo e Chácara Santo Antônio. À luz do dia. Imagine como é à noite…
Li outro dia que em alguns lugares do sudeste asiático as pessoas são educadíssimas no trânsito. E não é por causa da sabedoria e disciplinas orientais, não. É que lá o infrator recebe chibatadas! Isso mesmo que você leu! Chicotada!
Que lindo! Tolerância zero!
Imagine esta cena a seguir ocorrendo em Cingapura…

Vários carros furando o sinal e entrando à direita.
Um Dia Sem Carros até que vai, mas eu não consigo imaginar 365 dias sem carros numa cidade que privilegia o transporte individual com automóveis, gastando centenas de milhões de Reais numa ponte bonitona feita com cimento, cabos amarelos e nenhuma ciclovia…
Tudo bem que os corredores de ônibus foram um avanço, mas ainda é pouco pruma cidade cujos habitantes moram e trabalham em regiões diametralmente opostas – pelos engarrafamentos das vias principais da cidade, parece que só eu moro a menos de dois quilômetros do trabalho!
Se eu conhecesse a solução disto tudo, eu não estaria aqui falando dos problemas – estaria em Estocolmo recebendo o Prêmio Nobel…
Enquanto isso, vamos apoiar a iniciativa do Um Dia Sem Carros lembrando que a solução provavelmente passa pelo desenvolvimento do transporte público e políticas urbanas para transformar as regiões centrais de Sampa em lugares dignamente habitáveis.
Para ilustrar o protesto, segue um álbum de fotos publicado hoje no UOL, mostrando o cotidiano dos que usam os trens urbanos daqui…
Quem transita pelas avenidas mais movimentadas do Itaim nos finais de semana já deve ter visto esta figura:

Ele passa o dia todo numa esquina movimentada com algum terno de tons cítricos (geralmente…) e óculos escuros, posando ao lado de seu carro amarelo, para ser visto.
Por conta disso, ele já fez pelo menos um comercial pra TV, e de vez em quando aparece em reportagens sobre São Paulo. Quando eu tirei essa foto, ele me contou que já foi visto num daqueles filmes que passam em avião mostrando a cidade de destino. Ainda segundo ele, teria sido num vôo Paris-São Paulo.
A Revista de Folha fez uma reportagem sobre ele, e o texto pode ser encontrado no site do Cemp (Centro de Estudos em Psicologia), em http://cemp.com.br/artigos.asp?id=71.
Agora ele mudou de carro!
O pessoal daqui tem alguns problemas com a última flor do Lácio.
Não que os cariocas tenham passado na prova de português com notão, mas os paulistanos abusam…
Mas eles não esquentam, não… os paulistano fica tudo de boa, meu! Na boa…
Falando em Mercado, segue foto de lá, pra amenizar o clima

Sanduba de mortadela típica do Mercado Municipal.
Atualização: ouvi uma ótima hoje na rua: “prefiro jogar War de quatro”! huahuahua!!!