Na entrada do prédio que abriga o museu, há um aviso: proibido fotografar.
Pensei com meu zíper: eu já entrei em museus bem mais famosos e tirei fotos sem problemas. O que será que há aí de tão valioso? Mais valioso que os quadros de Matisse que eu vi na Pinacoteca de São Paulo mês passado? Mais valioso que ciprestes de Van Gogh e as sombras de Rembrandt que eu apreciei longamente a um palmo do meu nariz no Museu Metropolitano de Nova Iorque? Duvido…
Problemas com direitos autorais? Medo de alguém arremessar uma máquina fotográfica na cara do D. Pedro I, idealizado naquele célebre quadro às margens plácidas do Ipiranga? Há lugares onde somente é permitido fotografar sem flash, como no Louvre, na Capela Sistina ou na gruta de Altamira, pra não estragar as obras. Compreensível. Parece que há museus que cobram ingresso para quem quiser entrar com câmera… Imaginei até o Odorico Paraguassu nomeando o Dirceu Borboleta para diretor do museu, e na falta de preparo resolveu proclamar regras descabidas.
Enfim, matutei, matutei e não cheguei a uma conclusão plausível… o fato é que eu voltei da porta e não sei como é o tal Museu do Ipiranga por dentro. Se alguém souber porque não pode tirar fotos lá dentro, por favor me faça saber. Valeu.










